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Blog Caneta de Pena com Dayana Vaz

Sexta20Dezembrode 2013

O vendedor de sorrisos

Postado por: Dayana Vaz , em: 2013 - Histórias e Entrevistas

Começo este texto com a seguinte pergunta: qual ser humano não tem suas limitações? Podemos fazer tudo? Sabemos tudo? Construímos algo? Nos desenvolvemos interna e externamente? Aprendemos e desaprendemos? Caímos e levantamos? Perdoamos e erramos? Quantas contradições, não é mesmo?

Portanto, todos nós temos limitações! Em harmonia com essa história que vou contar no blog, uma das parábolas que mais gosto se chama: “O vendedor de balões”, sabem por quê?

Porque um menino que está em uma quermesse pergunta ao vendedor de balões "Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?"

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele ia pelos ares, disse "Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir."

Pois é, dito e feito: é o que está dentro de nós, meros seres humanos? A tal da essência, não é? Assim, convivemos com a tal pedra de Drummond no meio do caminho, e muitas vezes temos que tirá-la ou transformá-la, porque a pedra foi nós que encontramos. Desse modo, é dentro de nós que está a capacidade de driblar os problemas, sorrir e seguir em frente, até porque temos nossas fraquezas e também as nossas lutas.

Mas nesta história aqui meu vendedor não é de balões, mas sim de sorrisos. Seu nome é Pedro Cordeiro Alvarenga, menino lindo de 7 anos que usa um óculos descolado, gosta da música “Luisa” do Chico Buarque, tem janelinhas nos dentes e, sinceramente,um dos sorrisos mais encantadores que já vi em toda minha vida. Adivinhem??? Vem de dentro, vem de amor, vem de família e esse sorriso ninguém pega, ou consegue fazer, simplesmente ele tem e pronto!

Quem me conta esta história é a geógrafa e estudante de fisioterapia Karolina Cordeiro (34), mãe de Pedro, Ana Julia(9) e Giovana(3), esposa do Adauthos de Alvarenga(49).

Pedro nasceu na noite de vinte e quatro de maio de dois mil e seis, mas aos nove meses alguma coisa começou a acontecer.Karol começou a presenciar no filho um sono além do normal, irritabilidade, intestino preso. Assim, começaram as baterias de exames, pediatras... E Pedro estava se desconectando um pouco de seu físico. Foi ficando mole, frágil, seus olhos mal abriam, não sorria mais. O desespero de Karol foi tanto que ela pedia aos céus respostas. E, aos médicos, o Pedro de volta. Foram mais de mil tipos de exames, ressonâncias, e nada de diagnóstico.

Até que um dia ele chegou. A mãe, sentada, com seu filho nos braços, e uma dor insuportável no coração, recebeu a sentença: o Pedro tinha 99% de chance de ter uma síndrome raríssima chamada AicardiGoutieres (AGS). Não há mais que 50 casos no mundo.Para tanto, devido a pouca bibliografia, dizia-se que ele viveria, em média, dois anos.

Naquela época Pedro estava com um ano e seis meses…Karol começou uma nova etapa de pesquisa, em casa, a internet e os sites de busca tornaram a madrugada sua maior companheira. E, sem entender nada de inglês, um nome a chamou a atenção: Yanick Crow, geneticista da Inglaterra. Desse modo, ela enviou um e-mail a ele e ficaram um domingo inteiro trocando mensagens de exames. Uma conferência aconteceria em setembro de 2008 em Washington DC. Sem entender uma palavra em inglês, e com malas prontas, lá foram Pedro e Karol em busca de informação para tal doença.

Atualmente Pedro está nestes estudos sobre a síndrome. Ele é o único brasileiro a participar.

Em 2014, começarão a testar em Pedro uma terapia com medicamentos. Neste meio tempo, Karol voltou a fazer o que gostava muito: correr. E, no Dia das Mães, em maio de 2012, queria celebrar a vida de seu filho, pedindo a autorização para participar com ele numa corrida. As melhoras foram vindo e as corridas também... Hoje, ele estuda, faz terapias, usa o computador mexendo o mouse com os olhos e é uma criança que desenvolve muitas atividades.Sempre acompanho as reportagens na TV, as melhoras do Pedro no Face e, o melhor de tudo, os paradigmas que ele quebrou mostrando com essa mãe nota 1000 que “SER DIFERENTE NÃO SIGNIFICA SER INFERIOR”(como sua mãe mesma diz).

É impressionante notar a sintonia do Pedro com a mãe em cada gesto, em cada olhar, em cada risada, em cada brincadeira. Como havia dito, Karol, você é uma referência não só para a cidade de Uberlândia-MG , mas para todas as mamães!!! Desejo que o Pedro melhore sempre, e que essa melhora vinda em passos curtos ou longos, que venha, pois ele é digno dela.

Refiro-me à melhora externa, na fisioterapia, nas articulações... pois a melhora interna o Pedro não precisa. No quesito essência e amor ele tem tudo que merece!E se o Pedro é inferior por ser diferente? Não, ele tem todo o suporte necessário, ri, brinca, vai à escola, pratica exercícios, e muitas outras coisas... Ele é uma criança com suas limitações, mas que não deixa de ser um ser humano, assim como todos nós, com nossos limites, sejam eles físicos ou emocionais!

Karol, foi um privilégio conhecer de pertinho essa história mais que demais, GO GO dupla “Angel hair”, para mim o pódio sempre será de vocês e estão no meu coração!

Com ternura,

Dayana Vaz

Confira o Arquivo de Fotos de Karolina Cordeiro:

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