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Sexta27Dezembrode 2013

Eis a questão de legalizar

Postado por: Cristina Martins , em: 2013 - Atualidades

Eis a questão de legalizar

A princípio, torna-se muito cômodo falar mal da decisão do governo uruguaio quanto à legalização da maconha.

Uma das críticas mais pesadas que vi a respeito do assunto foi dada por Rachel Sheherazade, polêmica jornalista do SBT. Nela, Sheherazade afirma com afinco que o governo uruguaio passará a ser sócio dos traficantes, pois se concorda com a legalização do consumo é porque considera a guerra contra as drogas perdida. Em sua opinião, o velho ditado “se não posso com o inimigo, me junto a ele” é o que está acontecendo em terras uruguaias.

 

E então você está quase a concordar com a jornalista, quando, numa pesquisa mais detalhada, depara-se com uma entrevista concedida pelo presidente Mujica ao sociólogo Emir Sader. Nela, o presidente em momento algum se mostra a favor do consumo de drogas. Pelo contrário. Pode parecer paradoxal, ou coisa assim, mas ele é a favor de um consumo controlado. Nele, o usuário é cadastrado pelo governo, ou seja, ele passa a consumir o que deseja, sem partir para drogas mais fortes, e a quantia consumida, subsidiada pelo governo, é controlada.

O custo, segundo a proposta, será bem inferior àquele pago aos traficantes. Dá-se então que o governo teria controle de quantos gramas (limitados a 40 por mês) o usuário teria direito a comprar/consumir. No caso de ultrapassagem deste limite, haveria uma intervenção, não apenas limitando a quantidade, mas quanto a um tratamento do usuário.

Então Sheherazade aponta que o consumo seria desenfreado, e que o Uruguai tornar-se-ia mais um paraíso do consumo de drogas. A proposta governamental afirma que tudo isto se restringe aos uruguaios, e que o rigoroso controle não será deixado de lado em momento algum.

Quando questionado sobre a periculosidade da proposta, ele ressalva: “A maconha é uma droga tão venenosa como o tabaco e como outras drogas. Isto não tem nada de poesia, nem de panegírico [discurso de elogio a alguém], nem que a droga seja boa. É uma praga, mas a praga aí está. Nossa política é uma forma de amortecermos o problema.”

Por ser de fácil aquisição e custo relativamente baixo, podemos afirmar que pode então ocorrer o que chamamos, dentro do comércio, de “preço predatório”, ou seja, a conduta de reduzir o preço de venda de um produto abaixo do custo, incorrendo em perdas no curto prazo, objetivando eliminar rivais do mercado ou criar barreiras à entrada de possíveis competidores.

Só faltava então os traficantes se juntarem em sistema de cooperativa e apelar para o “truste”, que é a fusão de várias empresas de modo a formar um monopólio com o intuito de dominar determinada oferta de produtos e/ou serviços.

Opa, guerra de negócios entre os traficantes e o governo?

Não creio com isso que o governo uruguaio esteja jogando a toalha para o consumo de drogas. Ao contrário, enxergo como um golpe contra o maior mercado do mundo.

Porém, para que nada fuja ao controle, a disciplina espartana deve ser o mote de tudo isso.

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